Deixei de ser Nómada. Agora sou emigrante.


domingo, maio 08, 2016

Facebook

Hoje é o dia da criação da Página de Facebook deste blogue.

Acabou-se a discrição?!

:)

Eli

terça-feira, maio 03, 2016

Atenção



Mas por que razão teria que permanecer naquele caminho branco sem palavras que o riscassem. Só queria que ele fosse riscado o mais depressa para perceber se me deitaria nas barbas do gentil jovem. Há agora uma data como já houve dantes e eu sempre soube que ela não significaria nada para a distância que me detém. Só quero mudar mais uma vez, sem puxar o fio do tempo, iria lá, já que ele não aqui. Coisas parcas, palavras dúbias, ideias sóbrias e sonolentas. Mas que acordar escasso, que desporto fanático, que coisa nenhuma me colocaste nas mãos de um ditongo parco. Sem entendimento, sem voz, entendo a razão da fuga da música porque de racional não teria grande coisa. Agora, sai um poema ajudado, uma coisa nenhuma nesta terra quente de onde não saio.

Eli

domingo, abril 10, 2016

Ausência de Poemas

E depois há aqueles dias em que achamos que uma página na Internet, cheia de dúvidas e imperfeições possa inspirar alguém a escrever-nos... esses dias transformam-se em noites - uma única - e... continuamos na melodia dedicada enquanto o silêncio de esquece de nós. Diz-me que "Só a saudade faz as coisas pararem no tempo" e que os "poemas estúpidos" e eu respondo-lhe falando na pele. Nunca sei bem o que significam as minhas palavras atiradas, assim sem qualquer cuidado o delicadeza, mas fico sempre na esperança que provoquem para que me escrevam mais e mais e só para mim.

Eli

"Vou partir"





Ela adorava ler manhã. Levantava-se num ápice, sentava-se na cama com as pernas cruzadas e debruçava-se gentilmente sobre o livro, como se carregasse a cabeça de um homem no seu colo. Folheava as suas páginas como se fossem cabelos já crescidos e amanhados pelo tempo.
- Há céus que me fazem despertar mais cedo do sono. Como se não houvesse tempo para haver sonho e música. Apenas o desabrochar dos olhos nas órbitas, uma chávena de um líquido qualquer na mesa-de-cabeceira, um pensamento longínquo em ti, meu amor. Então, seguro o livro lentamente e levito como se dos capítulos romanos me invadissem os dedos enquanto o cheio a páginas me penetra as narinas…
- Pára.
Fez-se um silêncio avassalador, como se ele estivesse ali mesmo ao lado e tivesse sentido tudo.
- Paro?! Mesmo?!
- Sim, vou desligar.
Então, não se ouviu mais o som em redor, das obras, dos vizinhos, de um avião sonhado… Qualquer mudez se intimidaria perante a música daquele silêncio.
Ela sentiu a flecha do corte e soube que o amor não bastaria jamais.
Deixou que o livro lhe caísse das mãos.
Enviou a mensagem “Vou partir”.


Eli

terça-feira, março 22, 2016

Nunca mais escreveste...

Quando te chamam para um crepe a meio de uma noite já ida e tu não aceitas? Ninguém se perguntará das causas e das consequências de tal acto irreflectido. Enquanto o sonho matinal ainda te açambarca o cérebro - os vestígios dele - encontras aquela senhora loira com quem sonhaste, mas não tens tempo, nem capacidade para verbalizar um "sonhei contigo" ou um simples "estavas no meu sonho", isto porque se prevê a consequência de umas tantas questões que não seriam de todo retóricas. Então, num momento qualquer do lusco-fusco desse dia, desce a escritora pelas escadas balançantes e dança vertiginosamente, como se não houvesse mais vergonha amanhã. Por cinco minutos em que a soma das partes consistia na totalidade inequívoca, coloquei pouca história e zero de charme e não fui. Desta vez o corpo foi ausente. Lembro-me sempre dos brincos de uma pessoa que não espirrava pó de pão. Praticamente todos os momentos alimentícios saberíamos fazer uma selecção. Então, à varanda, sentei-me na verga e saboreei -por ela e por mim (também por nós, sim) - as batatas que têm pacote verde e sabor, por são livres. Sim, senti-me livre quando não fui. Cansei de coisas. Entretanto, descem em mim heranças secretas, pensamentos vagueiam entre o dever e o ocultar. Foram-se as cartas lidas, os anos de miúda. Num Março qualquer, há uma residência camuflada de pudim de chocolate. Parece que as pessoas fazem mesmo os lugares.

Eli

Despertar

Ah!... Que chão é este que piso sem sentir o Teatro?!
Que vozes são estas que me pertencem aos poucos?!

Eu quero um Oceano que me pertença
Não um que me afaste

Pelo antigo, me arrasta
Esta coisa que pertence ao poema

Preciso de mais campainhas que me despertem
Uma dança, por favor, só uma
Com cheiro, com sabor...

Eli

terça-feira, setembro 08, 2015

África

Avizinham-se grandes mudanças.

Na verdade, venho aqui para contar ao Mundo que estou de partida para África. Irei para o destino mais longínquo, numa terra tão diferente desta...

Tenho consciência que não será nada fácil. Escreverei aqui também para registar o que me apetecer como sempre fiz, como quando vivi nos Açores.

:)

Estou bem. Está quase...

Eli

P. S. Pela primeira vez em dez anos, deixo o fundo preto, porque o mosquito gosta (de picar essa cor) e é necessário todo o cuidado na prevenção da Malária.


terça-feira, maio 12, 2015

Desafio dos 10 anos de blogue #2

Sugestão #2 :

Silêncio - poema

- Shiuuuu! Cala-te...
- Não me quero calar.
- Mas, o teu silêncio encontrar
Uma história irei contar
- Só se for de embalar...

Dorme, pé ante pé
Até encontrar os braços
De um amor tão grande
Que não cabe nas palavras

- Shiuuuu! Adomeceu...
- Ainda não, porque te quero amar.
- Mas, se o silêncio encontrar,
irei confessar...
- Só quando eu acordar...

Abres os olhos, entre os lençóis
É de manhã, há luz
Abraças alguém
que te abraça também.

Eli Rodrigues


P. S. Sugestão de Esmeralda Martins.

(2015.01.26)



terça-feira, maio 05, 2015

Desafio dos 10 anos de blogue #1

Sugestão #1 :

Poema sobre o tempo, o ano e o futuro.

Vou-te perguntar
Quanto tempo tem o amor?

Conseguirias descrever,
sorrir, até argumentar...

Mas, enquanto não houvesse calor
Jamais o sentiria
em todo o esplendor

Mais um ano passa, Catarina
Aquele que virá
um sorriso desenhará.

- Futuro,  ah futuro
Tanto que te procuro

Quero saber o rapaz
Que será meu bebé!

Futuro, ah futuro
Serei eu capaz
De tudo, sem perder a fé?

Acredito, porque com tua simplicidade,
continuarás a história que não irei escrever
do teu príncipe, majestade
que aguçará a tua força de mulher.


Eli Rodrigues


P. S. Escrito no âmbito da sugestão de Catarina Silva.

(Escrito a 26.01.2015)




Desafio dos 10 anos de blogue


Venho lançar um desafio que é para vós e para mim:

Consiste em  (vocês caros leitores) me sugerirem uma ideia para eu vos escrever um texto e publicá-lo aqui.

Como exemplo, começarei por apresentar o que escrevi segundo a seguinte sugestão:

"Poema sobre o tempo, o ano e o futuro."

Deixarei o meu email disponível para que enviem (os desígnios) que vos apetecer.

Ficará sempre à minha consideração, bem como da capacidade e inspiração!



Vénia,

Eli Rodrigues

P. S. Esta é a minha forma de comemorar os 10 anos do blogue. Podem participar!

domingo, abril 19, 2015

10 anos






Este blogue tem um aniversário muito especial hoje...

E vêm aí novidades!

:)


Eli Rodrigues

P. S. Obrigada a quem ainda vem e continua comigo nesta casa.

terça-feira, abril 14, 2015

Sem expetativa



Há quanto tempo não vislumbro capacidades em mim para simplesmente permitir?! Uma questão que nem quero colocar. A paixão vem, vai, foi-se. E eu que fiquei aqui tão tacanha, escondida, redimida, como se não tivesse permissão para amar, como se isso não me fosse acontecer a mim, nunca, como se não tivesse o direito de ser amada. Na verdade, assumi que isso não é para mim, para terminar com qualquer tipo de expetativa. Acho que este local me engole. 

Eli

quinta-feira, março 12, 2015

Ir


Sinto-me desmotivada com o trabalho que arranjei (há já bastante tempo, nunca antes tanto tempo seguido). Durante o tempo que me me senti a evoluir, aprendendo mais e fazendo tarefas com mais responsabilidade, foi de alguma forma motivante.
Agora, as chefias têm-me dado outras ordens, quando a minha avaliação é muito positiva.
Sinto-me outra. Não sou mais a mesma quando acordo, porque a instabilidade é tão grande que me desmotiva só saber chegar lá e não saber onde vou estar, o que vou fazer, quando irei ganhar...

E isto é o mundo dos Recibos Verdes (e não só), de não haver quaisquer direitos, apenas deveres.

Qualquer ideia de ir embora seria mais motivadora do que ficar onde estou agora.

Por que é que fico? Porque preciso do dinheiro para sobreviver, pois sem independência ainda seria pior.

Eli


quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Texto a Concurso Literário

Boa Noite!

Se ainda vens aqui, é porque tens interesse em ler o que escrevo... :)

Venho sugerir que leias e comentes (na caixa de comentários blogue em questão) o texto que escrevi para um Concurso Literário da Papel D'Arroz Editora.
A ideia será ler o texto "Mulher" e deixar então um comentário - poderá ser como anónimo, que será mais fácil caso não tenhas blogue. (Não te esqueças de assinar.)

Carrega no link para acederes:
http://editorapapel.blogspot.pt/2015/02/mulher-4-concurso-literario-papel.html




Agradeço muito a leitura, assim como o comentário.

Obrigada,
Eli Rodrigues

:)


quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Sonhei que... #10

... estava grávida.

"Sonhar que você está grávida é o prelúdio de boas novidades na sua vida: novos projetos e conquistas, realização de sonhos e renovação de ideias, sendo um ótimo momento para colocar em prática velhos planos que estavam encostados, então aproveite o bom sinal."

Eli

domingo, fevereiro 15, 2015

Final

Sei bem que a tua pressa é acontecer-te outra que não eu. Foi por isso que estagnei num papel qualquer e não te escrevi. Penso todos os dias em esquecer os teus cabelos, ou pelo menos a sua cor ou o possível toque que teriam entre os meus dedos. Que saudade que já tenho sem antes me ter despedido. Vou, sinto que tenho que ir, para longe, para não te ver todos os dias, nem que seja só para não ter que enfrentar o teu sorriso ou as possíveis palavras que me acordem por dentro. Ah... como preciso de suspirar mais e melhor sem ter medo. Palavras nefastas te escreveria, ao contrário da simpatia, sem qualquer poesia... Mas, por ti, enfrentaria o não... o que sempre quis, mas já não quero ter. Amigo, sim, sim, sempre foste e sempre me hás-de ser. Nada mais depois deste ponto final após uma história que foi tão, mas tão mal sonhada. Como te quis... tanto que não coube em mim a desgraça de nunca te vir a ter. Até nem parece meu, isto de te abandonar em branco, sem sequer uma imagem fotografada para memória futura. É quase mentira que eu tenha desistido. Quero tanto saber, sentir, morrer por dentro, para depois renascer. Não há vida nesta falaciosa forma de amar. Já nem apaixonada estou. Não posso, não me permito. Escrevo apenas uma prosa ajudada, porque preciso de ter algo mais que me faça renascer... a intensidade, por favor, descobre-me e diz-me! Arrebata as minhas lágrimas uma vez que seja, um sábado qualquer, numa simplicidade que nos conheces. Toca no mais profundo, adivinha e esclarece. Assim, deixarei de vez de dançar de manhã. Não quero mais isto. Não há nada para mim além do horizonte. Após a linha, só o pêndulo do tempo, no crepúsculo da aurora negra de alma que transparece à noite o que os dedos reprimiram.

Eli

sábado, janeiro 31, 2015

Desenhas

Gosto de desenhos.

Eli

Sonhei que... #9

Esta semana sonhei que deitava a cabeça no colo... na barriga dele.

Eli

domingo, janeiro 04, 2015

Sonhei que ... #8

Ouvia o Z. a perguntar ou a falar sobre mim a uma amiga que não sei quem é. Houve toda uma situação. Havia paredes, era na Rua, quase muralhas... ele não me viu...

Eli

P. S. Na semana passada..

Sonhei que #7

... estava numa praia rochosa com o Z. e ele estava com calções e t-shirt azul ou cinzenta. Então, eu tocava-lhe na pele entre as duas peças.
Eli

P. S. Já há semanas.

terça-feira, dezembro 30, 2014

Quero levar-te para minha casa e tomar conta de ti.

Eli

sábado, dezembro 27, 2014

Destrói

 
Quando te encontro, não páro nos teus cabelos, porque tu não reparas nos meus. Ainda te sinto hoje, agora, como se algum dia tivesses tocado na minha pele. Durante cinco dias soube que não me querias, mas só hoje me "caiu a ficha" dolorosamente. Como é triste admitir finalmente o chão e beijá-lo com as lágrimas do meu silêncio, porque nada mais te posso dar. Tu não queres. Estou certa disso. Desta vez fiz diferente e não matei à chegada, não aniquilei. Vivi sem sobeviver, mas agora custa-me tanto deixar-te para trás sem ter ouvido o teu não. Por que será que preciso tanto de algumas palavras?! Queria gritar o teu nome e escrevê-lo centenas de vezes como fazem as adolescentes em cadernos, mas redimi-me novamente, porque a redenção traz a bênção futura do desaparecimento. Não desisti, se me perguntasses, dir-te-ia que tu desististe antes de qualquer olhar. Ainda não sei como lidar com isto. Será - mais - uma luta diária. Mas, no final, poderia contar-te que consegui sonhar. Sim, houve sonhos como há muito não deixava acontecer. Merda do amor, da paixão, do encantamento, desta coisa que deixo que me invada, que me detém, mas ao fim ao cabo só me destrói.

Quantas vezes pensei que só queria trazer-te para casa e tomar conta de ti. Simples assim, mas nem imaginas como a simplicidade assusta e eu não sou tão bonita como as outras.

Eli

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Anulação


E caminhava mais uma vez à minha frente, com um passo trôpego como se quisesse mostra-se debilitado. Jazia-lhe um poema na boca, mordiscando-me os lábios, como se de uma barba se tratasse. E, com suavidade se mostrou num tom que raramente lhe desconheço. "Homem", chamei. Será que ele entendeu que a profundidade que alcança com o seu caminhar é tão maior que uma bebida em mar alto, entre a morte de um olhar, onde me fico, onde me fixas.

A capacidade que tenho de me anular ainda me surpreende.

Eli

segunda-feira, novembro 24, 2014

Espirro






Enquanto decifro plantas que resistem à estação
de comboio, manifesto-me, ardentemente, atchim

Perco o Sul, sem café, sem resposta, sem angústia
Virgulando as vigarices que manipulo, tateando-o

Já não quero mais aquela resposta vibrante, não, não
quero simplesmente que a atitude me fique, exista

Os versos soam desencontrados, porque temerei sempre
Embora a cachaça me amordace a voz que soprarei.


 Eli Rodrigues


Fotografia por Francisco Matos.

segunda-feira, novembro 10, 2014

Não acontece...

... o amor.

Para mim, não acontece. (Ponto!) Posso afirmar que me apaixonei mil vezes e apaixono-me centenas, qualquer dia passo para as dezenas até não restar mais unidades. Não vale a pena dissertar mais tinta sobre isto. Até posso criar, fantasiar, como tantas vezes fiz, mas certifico que o amor não é para mim. Eu concordo houve interesses de cá para lá e de lá para cá. Posso também assumir experiências... Mas, o amor não é para mim.

Eli

sexta-feira, outubro 17, 2014

Largar


Não quero estar sempre a largar as mãos.
Habituei-me a deixar os sonhos, como se eles se quisessem livrar de mim. Espirro-os como se fossem bactérias.

Eli

quinta-feira, outubro 02, 2014

Estar apaixonado é sentir a eminência um orgasmo a cada instante.

Eli Rodrigues

quinta-feira, setembro 18, 2014

Lançamento I e Lançamento II (sábado)

Sábado pelas 15:00 h
(Campo Grande, 56, Lisboa)
Livro "Confissões"



Sábado 17:30
(Sana Malhoa Hotel em Lisboa)
Livro "Aquela Viagem"


Eli

P. S. Tenho uma pequena participação em ambos.

domingo, setembro 14, 2014

Desaparecimento




Não teria como o dizer, porque não teria outra palavra para começar que não fosse o não. Mais futuro que que o meu próprio desaparecimento seria impossível. Não haverá uma única palavra minha que não tenha escrito a vingar, porque de todos as que as leram, assim as transformaram. E, quando nelas viram poesia, só encontraram um forte rancor por não ter amado mais. Porque, a certa altura tive que me conter para não chorar, para não sentir, para não sonhar. Não temos como vivenciar um futuro sem olhar para o passado. Há um libertar em cada sonho que não disponho mais. Tive que me permitir viver em paz. Mas, quando me deslizo através de uma qualquer música intemporal, os meus dedos vibram por uma pele que me deixe tatuar, porque gosto mesmo de ser gostada e de ser bem tratada. Todos aqueles que quis entraram num tal espiral repentino de desaparecimento que não ouso mais esconder. Haverá no futuro alguma explicação para aquilo que não passei, não vivi, não escrevi?!

Eli Rodrigues

quarta-feira, agosto 27, 2014

Sôfrego

Antes de me transformar em pedra,
Que as minhas palavras de sal
Desaguam no teu telhado

Espera, já sou uma rocha,
Porque me desejaste mal.

Que o teu sôfrego ser
Me desencante, acordado!

Eli

quarta-feira, agosto 06, 2014

Depois do fim

Não sei  por que não estás
Tal como desconheço
Outras (razões) do teu apreço

E talvez não desejes saber
Que te senti por hoje, sem querer
Palavras partidas do nefasto

De tanto te esquecer

Lá para os lados do estômago
Pontadas centenárias sem eu lembrar
Tidas em inconsciência

Sabes, meras ortografias
Em contas bravias

Onde marquei o sete, malvado também és
E serás como todas as ideias que carrego...

Na imaginação.

Eli